Vamos falar hoje sobre este livro de Jane Austen.
Sinopse: Após a morte de Henry Dashwood, sua esposa e filhas – a sensata
Elinor, a romântica Marianne e a jovem Margaret – veem-se empobrecidas e
obrigadas a trocar sua confortável mansão por um pequeno chalé em
Barton Park. Enquanto Elinor é controlada e cautelosa, Marianne
demonstra abertamente seus sentimentos, recusando-se a adotar a conduta
hipócrita que é esperada dela. As irmãs enfrentam grandes desafios em
suas vidas amorosas e são forçadas a encontrar o equilíbrio entre razão e
emoção antes de conquistarem o verdadeiro amor.
❝Não tenho medo de mostrar meus sentimentos e de fazer coisas imprudentes,
pois acredito que o que não se mostra, não se sente.
Coisa que talvez surpreenda muito a você,
pois os seus sentimentos são tão guardados que parecem
não existir realmente.❞
pois acredito que o que não se mostra, não se sente.
Coisa que talvez surpreenda muito a você,
pois os seus sentimentos são tão guardados que parecem
não existir realmente.❞
Neste livro somos mergulhados em uma época cheia de preconceitos, de costumes que prendia qualquer alma de ser livre. Conhecemos duas personagens que são opostas, a Marianne que é sensível e tudo demonstra sem pudor, causando descontentamento em sua irmã em algumas ocasiões. Marianne é a típica garota que acredita em "contos de fada" o tal príncipe encantado e isso a faz cair em uma ilusão de amor por Willoughby que não valia nem um centavo, um completo canalha.
"Não é o tempo nem a oportunidade que determinam a intimidade, é só a disposição.
Sete anos seriam insuficientes para algumas pessoas se conhecerem,
e sete dias são mais que suficientes para outras."
Sete anos seriam insuficientes para algumas pessoas se conhecerem,
e sete dias são mais que suficientes para outras."
A Elinor é a razão sempre contida, forte e tem uma visão crítica de todos e dos bons costumes, ela não expõe facilmente seus sentimos como a irmã pelo contrário ela evita falar para não preocupar a família. Ela se apaixona por Edward que irmão de sua cunhada, porém por um primeiro momento é comprometido. Porém eu não me encantei por essa obra, senti-me impelida a terminar, mas não por amar a obra.
❝Ela era mais forte sozinha, e o seu bom senso amparava-a tão bem,
a sua firmeza era tão inabalável, a sua aparência alegre tão invariável
quanto possível em meio a aflições tão recentes e tão amargas.❞
a sua firmeza era tão inabalável, a sua aparência alegre tão invariável
quanto possível em meio a aflições tão recentes e tão amargas.❞
A escrita é boa, algumas partes bem rebuscada o que precisava dá uma segunda lida, amei a Elinor e odiei até o fim a Marianne, sempre se achando a mais sofredora, querendo sempre ser vista, as vezes eu repreendia ela primeiro que a Elinor (kkkkk). Por essa questão eu demorei a terminar o livro, pois na metade do livro as partes que de Elinor era sua preocupação sobre a irmã que agia de forma sensível de mais.
Tem outros personagens como a Lucy que não gostei desde o primeiro momento, a qual acaba sendo uma víbora. Tem a sra. Jenning que era uma graça, sempre procurando alegria sem deixar as suas fofocas de lado.
O sr. Brandon eu o via como um homem que viveu o pior ao melhor, sua história é contada aos poucos ao longo da trama, e por ironia do destino se apaixona por Marianne que o vê apenas como um homem velho para se casar com uma jovem. (No fundo eu torcia por ele e Elinor, não minto sobre isso).
❝Ah, como é fácil falar em controle para aqueles
que não têm seus próprios motivos para sofrer!❞
que não têm seus próprios motivos para sofrer!❞
Não culpo a Marianne por ser superficial, apesar dessa obra ter muitos anos não mudou a muito a forma de pensar da sociedade que se preocupa mais com o dinheiro que com amor. Acha que a beleza é essencial, se esquecendo que juventude passa.
"Dinheiro só pode trazer felicidade onde não há mais nada que a traga"
É ISSO BOA LEITURA!!
